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Psicocibernética: 6 lições que aprendi com o livro de Maxwell Matz

A Psicocibernética é uma ideia desenvolvida pelo cirurgião plástico Maxwell Maltz, após notar algo curioso em seus pacientes. Mesmo após cirurgias bem-sucedidas, muitos continuavam se vendo presos a uma imagem antiga que a mudança física não conseguiu alterar. 

A partir dessa observação, Maltz desenvolveu essa teoria que descreve a mente humana como um servomecanismo, guiado por um alvo central: a autoimagem. Ele concluiu que é a imagem interna, e não a realidade externa, que define os limites de nossas conquistas.

No livro Psicocibernética, Maxwell Maltz explica sua teoria e ensina a empregar esse conhecimento para atingir qualquer sonho, meta ou objetivo. Neste artigo, resumi 6 lições práticas que aprendi com o livro, especialmente em relação a sucesso, fracasso e o poder da mente para moldar nossa própria realidade. Confira!

O que é psicocibernética?

Psicocibernética é o termo que Maxwell Maltz usa para se referir à forma como o cérebro humano atua para atingir objetivos. A ideia central é que nossa mente opera como um servomecanismo, um sistema teleguiado, semelhante a um míssil em direção ao alvo.

Maltz argumenta que possuímos um mecanismo de sucesso inato, que nos guia automaticamente na direção de nossos objetivos. Contudo, ele também pode atuar como um mecanismo do fracasso, ativado por pensamentos e crenças negativas. O grande diferencial é aprender a direcionar conscientemente esse sistema para alcançar o que desejamos.

Afinal, esse mecanismo automático não distingue a realidade da imaginação. Ele nos leva fielmente à concretização do destino definido através de nossas imagens mentais. Essa característica é a chave para reprogramar nossa autoimagem e, por consequência, transformar nossos resultados na vida real.


Esse artigo é baseado no livro Psicocibernética, de Maxwell Maltz.

Se você se interessa pelo tema e quiser ler a obra completa, clique no link a seguir para adquirir seu exemplar.


Lição 1: Sua autoimagem define os limites do que você pode alcançar

No centro de toda a nossa personalidade e comportamento está a sua autoimagem, a concepção que você tem sobre si mesmo. Ela funciona como uma espécie de planta-baixa mental, estabelecendo os limites de tudo o que você pode ou não pode ser e fazer em sua vida. É o alicerce sobre o qual tudo é construído.

Isso porque você nunca conseguirá agir de forma inconsistente com a maneira como se enxerga a longo prazo. Seu mecanismo interno trabalha para que suas ações, sentimentos e até suas habilidades estejam em sintonia com essa imagem interna. É por isso que muitas vezes nos sabotamos quando estamos prestes a superar um velho limite.

Porém, o ponto crucial é que essa autoimagem não se baseia na verdade absoluta, mas sim em nossas crenças sobre nós mesmos. Essas crenças são formadas a partir de nossas experiências passadas, e, principalmente, da forma como interpretamos essas vivências.

De qualquer forma, assim como a autoimagem é construída, ela também pode ser reconstruída. Contudo, não basta força de vontade para mudar. É preciso, antes de tudo, alterar o conceito que você tem de si mesmo, pois seus resultados externos são um reflexo direto dessa imagem interna.

Lição 2: Sua mente funciona como um mecanismo automático que precisa de um alvo claro

Bem, como vimos no início, Maxwell Maltz apresenta a ideia de que nosso cérebro e sistema nervoso formam um servomecanismo automático e teleguiado. Ele possui um instinto de busca de objetivos, funcionando de forma comparável a um torpedo.

Logo, para que esse sistema funcione, ele precisa de uma instrução fundamental: um alvo claro e específico. Sem uma meta bem definida para perseguir, nosso poderoso mecanismo de sucesso fica inativo, sem rumo. É por isso que pessoas sem objetivos claros costumam se sentir perdidas e estagnadas.

Uma vez que o objetivo é inserido no sistema, o mecanismo criativo passa a operar de forma automática e subconsciente para nos guiar. Ele conecta ideias, ajusta nosso comportamento e nos apresenta as soluções necessárias, sem que precisemos forçar o processo.

Aliás, tentar controlar os detalhes e se preocupar demais apenas atrapalha o sistema. O segredo é definir o que se quer com clareza, confiar no processo e relaxar o esforço consciente. Deixe seu mecanismo interno fazer o trabalho para o qual foi projetado.

Lição 3: A imaginação, e não a força de vontade, é a chave para a reprogramação mental

A força de vontade não gera resultados consistentes porque tentar forçar uma mudança causa tensão. Isso cria um conflito com sua autoimagem, que opera em um nível subconsciente e automático. Nesse contexto, a imaginação, conduzida em conjunto com as emoções, é um método muito mais eficaz. 

Isso porque nosso sistema nervoso não distingue uma experiência real de uma vividamente imaginada. Para ele, visualizar algo tem o mesmo peso de ter vivido aquilo de fato, desde que as imagens mentais estejam acompanhadas das emoções correspondentes, já que são as emoções que dão o tom de realidade.

Lembre-se da regra: quando a força de vontade e a imaginação estão em conflito, a imaginação invariavelmente vence (frase de Émile Coué). Portanto, em vez de lutar contra uma crença, use sua imaginação para criar a imagem da realidade desejada. E, quando fizer isso, concentre-se nas emoções que sentiria caso esse desejo já fosse real.

Lição 4: O fracasso é apenas um feedback para corrigir a rota, não um resultado final

Nosso mecanismo de sucesso automático não tem medo de errar; na verdade, ele precisa do erro para funcionar. Assim como um míssil, ele avança, detecta desvios e usa o feedback negativo para corrigir a rota até atingir o alvo. Ou seja, o sucesso não vem apesar dos erros, mas por causa deles. (Aliás, esse é um ponto bem enfatizado também no livro A sutil arte de ligar o f*da-se).

Porém, uma armadilha comum é reagir emocionalmente ao fracasso e implementá-lo à própria identidade. Lembre-se do poder da emoção: se você assume o erro como uma evidência de que é um fracassado e se sente assim, acaba dando um sinal indesejado ao seu servomecanismo.

Portanto, aprenda a usar suas falhas da mesma forma que seu cérebro aprende a andar de bicicleta: como dados para o ajuste. O erro é simplesmente um sinal para fazer uma correção de rota, mantendo sempre o foco no seu destino e não nos tropeços momentâneos do caminho.

Lição 5: É possível se “des-hipnotizar” das crenças e emoções negativas

Limitações e emoções negativas não são fatos, mas o resultado de crenças que aceitamos sem qualquer análise crítica. Maxwell Maltz explica que estamos, na prática, “hipnotizados” por ideias falsas sobre nós mesmos, que adotamos como verdades absolutas a partir de experiências passadas.

O processo de libertação, ou “des-hipnotização”, começa quando reconhecemos e questionamos essas crenças. A chave é parar de aceitá-las passivamente e começar a examiná-las com lógica. Pergunte-se: “Essa ideia é realmente verdade? Há fatos concretos que a sustentam ou estou apenas repetindo um velho roteiro?”.

Quando você pratica esse questionamento, percebe que muitos sentimentos ruins são apenas hábitos emocionais, respostas automáticas que não são mais apropriadas para a sua realidade atual. A partir dessa constatação, você pode começar a remover a base da emoção negativa, e direcionar o foco para a nova realidade que quer criar.

Lição 6: A felicidade é um subproduto de estar em movimento, não um prêmio a ser conquistado

A felicidade não pode ser o alvo principal do nosso servomecanismo, pois ela é um subproduto, não um prêmio a ser conquistado. Segundo Maltz, ela emerge naturalmente quando estamos engajados em uma atividade com propósito, movendo-nos em direção a um objetivo que consideramos válido. (Essa mesma ideia é explorada de forma distinta no livro Flow, Mihaly Csikszentmihalyi 😉 )

Nosso mecanismo criativo foi projetado para estar em movimento, para resolver problemas e perseguir metas. Quando ele está ativado e operando, nos sentimos vivos, competentes e satisfeitos. 

Em outras palavras, a felicidade é um alvo abstrato demais para o nosso sistema nervoso, que precisa de coordenadas claras para funcionar. Em vez disso, concentre-se em metas significativas para você. A felicidade virá como uma consequência natural do processo, não como um troféu.

O livro Psicocibernética é quase um manual de instruções para a mente! Vale a pena ler!

O livro Psicocibernética, de Maxwell Maltz apresenta de forma didática e inspiradora a forma de ação do nosso cérebro em relação à busca de objetivos. Com isso, esclarece o fundamento por trás de técnicas muito citadas em diversos livros de autoajuda, como a visualização e o pensamento positivo.

Nesse artigo você conferiu apenas 6 das lições de Psicocibernética, já que nosso espaço aqui é limitado. Há muitas outras dicas valiosíssimas nesse livro, especialmente em relação a autocontrole emocional e gerenciamento das emoções, inclusive sobre o poder do perdão e da gratidão, como canalizar a agressividade de forma produtiva e muito mais.

Assim, espero que você possa tirar tanto proveito quanto eu tirei das lições aqui apresentadas, e ainda mais que isso, desejo que esse conteúdo sirva também de incentivo para ler a obra completa, que vale muito a pena!

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