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Resumo do livro Não acredite em tudo o que você pensa

O livro Não acredite em tudo o que você pensa, de Joseph Nguyen, se baseia em uma premissa que desafia nosso senso comum: o pensamento é a causa-raiz de todo o sofrimento. Embora essa ideia pareça contraintuitiva, ela é bem embasada na observação de que a dor emocional não vem dos eventos em si, mas da forma como os interpretamos e reagimos a eles.

A obra esclarece que ausência de pensamento não significa ausência de objetivos, nem tampouco resulta em inércia ou falta de clareza. Além disso, o autor ensina como lidar com pensamentos negativos intrusivos e como reconhecer as aspirações que vale a pena cultivar e realizar. 

Essa é uma leitura cativante, que ajuda a reconectar com a sabedoria interior e liberar as ilusões que causam ansiedade. Então, se você se interessa por autoconhecimento e espiritualidade, fique por aqui e confira as principais lições do livro Não acredite em tudo o que você pensa.


Esse artigo é baseado no livro Não acredite em tudo o que você pensa, de Joseph Nguyen.

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A causa-raiz do sofrimento é o pensamento

“Nossos sentimentos não são resultado de acontecimentos externos, mas dos pensamentos sobre esses acontecimentos, portanto, sentimos o que pensamos.”

Vivemos em um mundo de pensamento, e só podemos sentir o que pensamos. Logo, se mudamos nosso pensamento habitual sobre o significado de determinado acontecimento, nossa reação àquela experiência se altera

Assim, o sofrimento emocional e psicológico é opcional, pois ele depende de como reagimos às circunstâncias que nos acometem. Em outras palavras, o que determina nossas emoções não são os eventos em si, mas os significados que atribuímos a eles. 

🤓 Obs: essa ideia vai ao encontro de um dos pilares do estoicismo: eventos não são bons ou maus, nós é que os definimos assim. Quer saber mais? Então leia também Top 10 lições do estoicismo para uma vida mais feliz.

Se o pensamento causa sofrimento, então, por que pensamos?

Porque a função de nossa mente não é proporcionar felicidade, mas sim garantir nossa segurança e sobrevivência. Por isso, ela tende a gerar pensamentos alarmantes, pois está sempre alerta à procura de perigos. Ela ainda usa nossas experiências passadas e lembranças para criar todo tipo de cenário hipotético com os piores desfechos possíveis.

Isso explica porque temos tendência a pensamentos negativos sempre que nos deixamos dominar pela mente racional. No entanto, quando não estamos sob perigo direto, as emoções negativas são mais prejudiciais do que úteis. Para poder ser livre e feliz, é necessário retirar a atenção da mente e dos pensamentos

“… só podemos sentir emoções negativas quando estamos pensando.”

Joseph Nguyen ensina que, embora só possamos sentir o que pensamos, não precisamos pensar para nos sentirmos bem. Isso porque nosso estado natural de ser é o de alegria, amor, liberdade e gratidão. O que nos afasta dessa natureza é o pensamento, por isso que, quando estamos estressados, pensamos demais

Ele ainda afirma que não é o que pensamos que nos causa sofrimento, mas o fato de estarmos pensando:

“Em outras palavras, quanto menos pensamos, mais forte a emoção positiva que vivenciamos.” 

Como faço para parar de pensar?

Por mais que pareça desafiador, parar de pensar requer apenas que nos tornemos conscientes de que estamos pensando, e que essa é a causa do sofrimento. Esse conhecimento permite se desidentificar e desapegar dos pensamentos, liberando-os sem carga emocional envolvida.

“A única madeira de se livrar dos pensamentos é deixando-os fluir e confiando que nossa sabedoria interior natural nos guiará de volta à clareza e à paz, como ela sempre faz.” 

Mas, como terei ideias se parar de pensar?

Segundo Nguyen, as melhores ideias não surgem quando estamos pensando, mas sim quando nos entregamos a um estado de paz, amor e alegria. Por outro lado, quando começamos racionalizar os insights que surgem naturalmente deste estado, acabamos projetando críticas, crenças limitantes, julgamentos e várias justificativas de como tudo pode dar errado. 

Aliás, um ponto interessante é que, quando estamos fazendo nosso melhor trabalho, estamos imersos em total estado de fluxo (também conhecido como “flow”, descrito por Mihaly Csikszentmihalyi). Observe que, nesses momentos, você experimenta a ausência de pensamentos.

“Sem pensar evitamos toda a programação negativa e os julgamentos que se sobrepõem à ideia inicial do que gostaríamos de criar.”

Podemos usar nossos sentimentos para distinguir pensamentos de ideias verdadeiras, vindas da fonte universal de sabedoria. Emoções negativas, como medo e sensação de incapacidade, são indicativos que sua mente racional está se infiltrando com pensamentos limitantes, podando sua natureza criativa.

Se parar de pensar, poderei ter objetivos, sonhos e ambições?

 Aqui vem uma sacada linda e genial do livro: a ausência de pensamento não resulta em ausência de sonhos e objetivos. O que acontece é que, no estado natural, as nossas aspirações fluem por inspiração. Afinal, como já mencionado, há uma diferença entre ideias e pensamentos. Assim, nos cabe distinguir se nossos objetivos resultam do pensamento ou da inspiração.

Objetivos vindos do pensamento são criados por desespero

As metas que estabelecemos com base no pensamento envolvem sofrimento, pois costumam ter um senso de escassez, trazendo ansiedade e insegurança. Quando corremos atrás desses objetivos, sentimos urgência em realizá-los e temos a sensação de que nunca há tempo suficiente.

E o pior é que esse tipo de objetivo não traz satisfação quando alcançado, pois logo após a conquista, a sensação de escassez e pressão retornam. Isso porque, os objetivos criados por desespero são sempre um meio para um fim: você acredita que realizando x, irá conseguir y.

“Objetivos criados no desespero costumam ser ‘realistas’ e criadas com base na análise de nosso passado e do que julgamos ser ‘plausível’ no momento.”

Sonhos provenientes de inspiração fluem naturalmente

Por outro lado, quando estamos fluindo com a vida, em nosso estado natural de paz, os objetivos surgem como uma inspiração divina. Sentimo-nos compelidos a fazer algo. É a partir desse estado que provém as ideias geniais e as invenções inovadoras, aquelas que pareciam impossíveis antes de serem realizadas.

“Se não ficarmos pensando nas ideias que temos, sonhos, objetivos e desejos surgirão com naturalidade, pois se originam da divindade”

Esses objetivos chegam com a vontade de realizá-los: você faz com alegria e boa vontade, sem qualquer pressão e nem aquela sensação de “tenho que fazer isso”. Você consegue obter satisfação do processo em si, sem ansiar pelo resultado final.

“O cérebro nos fará pensar que é inútil fazer algo apenas porque desejamos fazê-lo, mas esse é o segredo. Assim que realizarmos coisas sem nenhuma razão, entramos no reino do viver incondicionalmente.” 

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Prepare-se: sua mente vai lutar para retomar o poder

Ao entender que o sofrimento emocional pode ser superado quando você se desidentifica dos pensamentos, a paz estará, enfim, disponível. No entanto, pensamentos conflitantes irão continuar lutando pela sua atenção. Trata-se do ego tentando recuperar seu poder.

Quando isso acontecer, não lute contra o pensamento. Apenas tome consciência dele, acolha-o com amor, e, naturalmente, ele se dissipará. E caso surjam dúvidas ao longo do caminho, volte-se para dentro e busque sua sabedoria interior. Confie na sua intuição.

“Perceba que o pensamento negativo só tem poder sobre você se acreditar nele.”

Minha opinião sobre o livro Não acredite em tudo o que você pensa, de Joseph Nguyen

A ideia de que o pensamento é a causa de todo sofrimento pode ser difícil de aceitar, especialmente porque somos acostumados a supervalorizar a lógica. Assim, os princípios do livro Não acredite em tudo o que você pensa, vai na contramão da nossa educação racional (“penso, logo, existo”, dizia René Descartes). 

Embora contraintuitivas, as ideias de Nguyen ressoam com meu espírito e senti uma enorme leveza e alegria ao longo da leitura. Consegui correlacionar as lições do livro com minha vida, e me dei conta de que meus momentos mais felizes e produtivos ocorreram quando eu estava presente no momento, desfrutando de forma despretensiosa, sem racionalizar.

Ao longo da leitura e após o término do livro, tenho procurado me manter consciente dos pensamentos a fim de reconhecer quando eles me causam mal-estar. Nessas situações, repito internamente “isto é só um pensamento, eu não preciso acreditar nisso”, e deixo-o ir embora.

Também acho válido mencionar que o conteúdo da obra converge totalmente com O poder do agora, de Eckhart Tolle, de forma que ambos se complementam e são ótimas leituras sobre autoconhecimento, paz interior e espiritualidade.

Enfim, por hoje é isso. Espero que este pequeno resumo tenha te trazido algum conforto e também o interesse nesse livro lindíssimo! Se sim, sugiro que adquira o seu exemplar pelo link indicado no início deste artigo. Dessa forma, você apoia o Vi Claramente e me ajuda a continuar trazendo conteúdo gratuito para você 😉

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